Nobel de literatura 2017 = Kazuo Ishiguro

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Leitores atentos perceberão que eu nao havia mencionado Kazuo Ishiguro nos posts anteriores… porém, não é minha culpa: eu apenas copiei e colei os nomes que as casas de aposta colocaram – e poucos imaginaram que Ishiguro iria vencer.

Nem eu. Mas deixe-me explicar:

Ano passado o nome de Ishiguro estava alto nas discussões para o Nobel. Era notório que a Academia estava com ele na lista de possíveis candidatos – ele e mais uns 19, como Ko Un ou Antonio Lobo Antunes. Eu particularmente acreditava que ainda iriam alguns anos até ele ter alguma chance real – eu pensava que ele era uma recente adição à lista quase final.

Claro que neste ano a última coisa que eu pensava que fosse acontecer era um escritor em língua inglesa levar o prêmio. É a língua mais premiada (28), seguida pelo francês (17), alemão (13) e espanhol (11).

É muito acima da média. E nem vou começar a escrever como a Academia premia geralmente autores Europeus.

Após a vitória do Bob Dylan, eu esperava que eles fossem variar um pouco mais. Só nos últimos 20 anos venceram, escrevendo em inglês, Naipaul, Pinter, Munro, Dylan, Coetzee, Lessing, e agora Ishiguro. São grandes autores, alguns geniais (não gosto tanto do Naipaul, mas os outros considero brilhantes).

Claro que fui otimista, pois houve há não muito tempo uma sequência de três autores que escreviam em inglês (Gordimer, Walcott, Morrison) – e pularam um ano e depois deram para mais um (Heaney).

Agora, mesmo eu torcendo por algum outro autor vencendo – um que escrevesse em português ou romeno ou árabe ou albanês ou sabe-se lá qual língua – Ishiguro foi uma ótima escolha. É um autor com pelo menos duas obras primas (Remains of the Day e Never Let me Go), seus livros são diversificados e consistentes, o que é raríssimo, e ele fica acima da maioria dos autores que constavam na lista. Ele é melhor que os autores que eu queria muito que vencessem (Lobo Antunes, Couto, Aira e Kadare)? Provavelmente. Na verdade até me espantaria se Couto ou Aira vencessem, seria mais pelo o que eles significam.

Enfim, resumindo: dos autores em língua inglesa que ainda não tinham o prêmio, Ishiguro era, acredito, o melhor. É superior a muita, muita gente que é badalada ano após ano (Thiong´o, Adonis, a lista é grande). Então: ótimo. Esperarei que ano que vem tenhamos alguém de algum canto menos acessível do mundo. Ou vai ser mais um em inglês de novo… aposto na Margaret Atwood.

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Nobel parte 2

A Ladbrokes, que é a casa de apostas que geralmente acerta algumas horas antes o nome do vencedor, colocou alguns nomes novos nas apostas, e vou comentar sobre eles. Daquele jeito de antes, com poucas palavras. Em negrito, autores que li bastante.

Don Delilo (não)
Antonio Lobo Antunes (como mencionado, espero que sim)
César Aira (seria incrível, espero que sim, mas é difícil)
A. B. Yehoshua (creio que há melhores autores israelenses)
Daniel Kahneman (esse aqui nem escritor de literatura é – ele ganhou o prêmio Nobel de economia anos atrás)
Ko Un (tem crescido nas apostas, mas creio que não)
Joyce Carol Oates (sem chance)
László Krasznahorkai (pode ser, mas espero que não)
Philip Roth (esqueça)
John Le Carre (aqui estão avacalhando)
Juan Marse (talvez, parece difícil)
Merethe Lindstrøm (acho que não)

Nobel de literatura 2017

Como é tradição por aqui (na frequência de “quando sinto vontade”), vou comentar sobre alguns autores que podem vir a ganhar o Nobel de literatura.

Anos atrás escrevi sobre isso e não só errei um tanto, como, vendo agora, noto que eu gostava de uns autores que atualmente não suporto mais.

Enfim.

Vamos começar vendo a lista de escritores que estão nas casas de apostas. Essas empresas raramente acertam de início, mas quanto mais se aproxima da entrega do prêmio, aquele que virá a ser o futuro vencedor sempre começa a cair nas apostas e, horas antes da premiação, está pagando perto de 1/1…

Desta lista, o que está em negrito eu li pelo menos 3 obras (geralmente bem mais), e os que não estão eu li pouco ou nada. Ao lado, um breve comentário.

Haruki Murakami (não mesmo)

Margaret Atwood (talvez num futuro distante, muito próximo da Alice Munro)

Amos Oz (pode ser)

Ngugi Wa Thiong’o (difícil, a qualidade de seus livros é baixa desde a década de 70)

Yan Lianke (parece difícil)

Claudio Magris (não)

Javier Marías (nope)

Adunis (não também)

Jon Fosse (interessante, mas admito que li pouco)

Ismail Kadaré (espero que sim)

David Grossman (creio que não, mas pode ser)

Tom Stoppard (não)

Dubravka Ugrešic (nunca li, mas parece interessante)

Tahar Ben Jelloun (nunca li; parece interessante, mas mais um escrevendo em francês?)

Adam Zagajewski (nunca li)

Karl Ove Knausgaard (esqueça)

Mia Couto (talentoso, mas meloso – embora eu fosse gostar)

Kamau Brathwaite (nunca li, mas creio ser difícil)

Salman Rushdie (uma pessoa importante, mas creio que não)

Desta vez não gastaram tempo colocando Philip Roth, Don De Lillo, Joyce Carol Oates – gente que obviamente não ganhará.

Fora esse nomes, eu gostaria de adicionar dois que eu gostaria muito se ganhassem – um bem possível: Antonio Lobo Antunes, e outro que corre por fora: César Aira.

E é isso por agora. Nos últimos anos a qualidade tem sido bem alta (embora eu fique assim pelo Modiano e pelo Le Clèzio, bons autores mas não tanto – talvez apenas um deles já estava de bom tamanho).

Bob Dylan e o Nobel de literatura

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Houve uma comoção quando Dylan recebeu o Nobel de literatura. Muitos a favor, muitos contra… gostaria de apresentar alguns pontos aqui. Sei que os já convertidos a favor ou contra não irão mudar de ideia, mas sei que a maioria das pessoas não conhece bem nem Dylan nem o prêmio em si.

Primeiro, é de se notar que a maioria das críticas que fazem ao prêmio são sem sentido. No fim das contas, visto que o prêmio é subjetivo, qualquer laureado pode ser criticado. Mas vamos checar algumas críticas que fazem a Dylan:

Ele não escreveu nenhum livro. Mentira – ele escreveu dois, “Tarântula” e “Crônicas”, e suas letras são impressas em livro desde há muito tempo – a última versão tem mais de 600 páginas. Como exemplo, o dramaturgo Dario Fo, Nobel, também raramente escreveu alguma coisa – era sua esposa que transcrevia suas improvisações e as editava.

Ele não faz literatura. Mentira. Antes da literatura moderna, antes de Dostoievski, quase toda literatura era cantada e não publicada. As peças gregas e de Shakespeare não foram feitas para serem publicadas, mas realizadas em performance. Mesmo as obras do bardo só foram publicadas após sua morte. Claro que estamos falando de milênios em que a arte era passada oralmente. No todo, o que Bob Dylan faz está mais preso à tradição literária da humanidade do que um livro moderno de contos. E vale notar que antes dele outro músico já havia ganho o prêmio, o indiano Rabindranath Tagore.

Letra não é poesia. Não confere visto a questão anterior, mas de qualquer forma Dylan sempre escreveu as letras antes das músicas. Façamos uma hipótese: digamos que existam dois Dylans, o Bob e o Joe. Bob Dylan escreveu todas as letras e seu irmão Joe as musicava e saia em turnê. Ocasionalmente Bob fazia uma coletânea das letras e lançava em livros, inclusive com aquelas letras que seu irmão nunca musicou. Assim valeria o prêmio, então?

Ele é muito famoso. Isso não critério (também já vi críticos mencionando que ele é “outro branco”, “outro judeu”…), mas dois outros laureados, Llosa e Pamuk, criticaram isso. Dylan seria já muito rico e famoso e o prêmio deveria ir a autores mais obscuros (como de fato geralmente vai). O problema maior é que Llosa e Pamuk estão entres os autores que, antes de receberem o prêmio, já eram riquíssimos, famosos, um deles com conta em paraísos fiscais. Talvez eles devessem aceitar que outros deveriam ter vencido no lugar deles.

Suas letras não são boas/Havia letristas melhores. Bem, difícil alguém achar isso sem tê-las lido, visto que é o letrista mais influente do século XX. O pessoal cita Leonard Cohen ou Patti Smith ou Lou Reed como letristas “melhores”, mas tirando que Lou Reed já faleceu, Cohen e Reed e Smith sempre admitiram que Dylan é o maior de todos. Se um deles tivesse vencido, certamente argumentaria que Dylan que deveria ter ficado com o prêmio.

Blowin´in the Wind nem é tão boa assim. Discordo, mas mesmo que fosse duvido que algum fã de Dylan colocaria esta música como uma das 10 mais importantes, ou mesmo 100. A obra dele é gigantesca. Não vou escrever de uma em uma aqui, mas eu tenho na ponta da língua mais de 50 letras dele que considero maravilhosas.

Ok, está bom disso. Mas o que eu queria apontar é outro lado da questão. E os outros laureados, são tão incríveis assim? Vi gente argumentando que foi o “fim da Academia”, que foi um erro “eterno”, o que só pode ser dito por alguém que não leu os outros premiados. Pois há muita gente duvidosa.

Antes de mais nada vale mencionar que a obra de Dylan, ao contrário dos outros autores, está facilmente acessível a todos. Quando ganha um escritor francês ou chinês, dificilmente as pessoas (ou jornalistas) vão correndo comprar todos os livros do autor na língua original. Assim, se baseiam em outras críticas, no wikipedia… e não tem respaldo nem para criticar ou elogiar. Não podendo, preferem não criticar.

Mas a verdade é que muitos outros autores dificilmente seriam considerados os melhores em suas áreas, e de fato envelheceram muito mal – alguns anos após o prêmio já haviam dúvidas sobre seus méritos. Claro que isso também é subjetivo, e um autor mediano para um pode ser um grande autor para outro. Eu li pelo menos duas obras de todos os autores desde 1988 então vou me concentrar mais neles. Preciso repetir que o que vou escrever é subjetivo? Acho que chega disso…

Se pararmos para ver, muitos autores venceram o prêmio mais por serem boas pessoas do que por seus talentos puramente literários (Le Clézio, Gordimer, Kertész, Naipaul). Outros possuem um ou outro livro bom, mas uma obra no geral bastante curta (Kertész, Gao Xingjan). Alguns passaram a vida escrevendo sobre o mesmo tema, com livros que quase se repetem (Müller, Modiano). Alguns passando alguns anos do Nobel já nem eram considerados importantes na literatura mundial (Naipaul, Le Clézio, Xingjan, Jelinek) – ou nunca foram considerados antes.

A verdade é que a maioria dos autores premiados possuem livros muito ruins. Llosa tem alguns livros eróticos que são abismais… Jelinek tem alguns livros experimentais interessantes, mas leia Women as Lovers para ver uma literatura amadora, fraca, tola. Lessing era uma gigante, mas teve uma sequência de livros de ficção-científica que não funcionaram. Naipaul teve seu ápice, mas passou, dificilmente alguém o trataria hoje como um mestre das letras. Kertesz e Xingjan tem cada um um único livro fabuloso, e o resto é ok ou ruim.

Vejam que não menciono vários nomes, pois são autores mais consagrados e que até hoje são extremamente respeitados – Saramago, Coetzee, Oe, Grass, há várias escolhas que foram perfeitas. Outra gigante seria Toni Morrison, que inclusive gostou da escolha de Dylan para o Nobel.

Tirando essa questão – mesmo que Dylan não fosse o ápice do ápice da literatura, creio que ele supera facilmente em importância e talento pelo menos metade dos autores premiados nos últimos 30 anos (ou 1/4, que seja) não esqueçamos que o Nobel é dado de acordo com as sugestões que a Academia recebe de Universidades ao redor do mundo. Cada ano eles recebem uns 200 nomes, com explicações sobre porque o autor deveria receber o prêmio, leem toda a obra dele, etc.

Vejam que Dylan é nomeado por Universidades desde 1994. Sua influência acontece desde o início da década de 60, muito antes que a maioria dos premiados atuais tivesse sequer começado a escrever. Sua carreira não teve um ápice, ou uma única obra fantástica, mas inúmeros ápices e inúmeras obras-primas (sim, sei que soa contraditório, mas é coerente no caso de Dylan, pois ele é muito diverso). Ele é alguém que continuamente assombra pela qualidade, diversidade e importância. Todos os estilos norte-americanos foram explorados por ele, desde a cultura negra, indígena, judia, colonialista, desde o blues sulista até o jazz de Nova Iorque, com estilos que vão desde o mais experimental ao mais direto.

A grande verdade é que Dylan é um verdadeiro gigante, que influencia gerações há mais de 50 anos, que está além de poder ser medido com as réguas que se usa geralmente. Se alguém pegar qualquer um de seus 8 primeiros discos verá letras inspiradíssimas, complexas, diversas. Não adianta, de um músico com centenas de letras, ler três ou quatro e julgá-lo. Vendo o todo se nota sua versatilidade e originalidade.

Por fim, se olharmos para o outro lado – quem estava na lista de possíveis premiados ano passado – veremos que aqueles mais badalados não fariam jus a Dylan. Os dois poetas mais mencionados como merecedores – Adonis e Ko Un – não me parecem superiores a Dylan (já li bastante coisa deles) – não estão nem no mesmo nível. Ko Un é extremamente repetitivo, falando de reencarnação e karma (mas ainda é bom), e Adonis tem poesias bem medíocres, é um autor irregular. Outros autores mencionados – Murakami, Roth, Oates, DeLillo (outros que são extremamente populares) não me parecem tão incríveis e influentes. Ngugi Wa Thiong´o tem obras excelentes, mas desde a década de 70 ele só escreve ensaios ou livros medíocres (chequem Matigari). Claro que poderíamos argumentar que Lobo Antunes mereceria, e não vou negar. Aira e Mia Couto são bastante repetitivos também. Kadaré não escreve um grande livro há décadas. Banville, Atwood, Pynchon, Marias, Vila-Matas, Krasznahorkai , Oz, Rushdie, Magris, Farah, Goytisolo (qualquer um deles)… já li todos. E prefiro Dylan. Dylan realmente é mais hábil com as letras do que esses acima.

Em suma, qualquer lado que vejamos – Dylan por si só, ele ao lado dos outros premiados, e ele ao lado dos possíveis futuros premiados – está muito, muito bem. Vejam que se Dylan fosse um avião, desde 1962 só tem subido, subido… mesmo que muita gente não goste. Sua influência e importância só aumenta, independente do prêmio ou não. E vai continuar aumentando.

 

 

 

“Yr Hen Darw” – Mary Vaughan Jones

Hoje vou falar de um livro inesperado, que comprei em uma viagem quatro anos atrás e que reencontrei semana passada em uma caixa.

Mary Vaughan Jones é uma escritora de livros infantis nascida no País de Gales e de extrema importância para a literatura galesa. Suas dezenas de livros foram todos escritos em galês, uma língua maravilhosa falada no país mas que, infelizmente, há séculos vem sendo obscurecida pelo inglês… a língua do dominador. Estima-se que menos de 20% dos galeses falam sua língua nativa, o que é algo triste.

De qualquer forma, o livro, como diz o nome da série – “Cyfres Darllen Stori”, algo como “Histórias para serem lidas” (estou usando o google translator mais considerações lógicas gerais) – é perfeito para ser lido para crianças pré-alfabetizadas ou no início da alfabetização. A história deixará as crianças interessadíssimas até o fim! Sem contar que os desenhos são muito fofos – sem dúvida é a vaquinha mais incrível que já vi em qualquer livro (a ilustradora chama-se Rowena Wyn Jones).

O título significa “A velha vaquinha”, e o livro conta a história desta simpática vaquinha que vai comprar um presente para seu grande amigo Joci Soch, o porquinho. Mas quando a vaquinha volta para casa, onde está o seu amigo? Ou, como dizem em galês, “Ble Mae Joci Soch? Mae’r ty yn ddistaw.” (“Onde está Joci Soch? Está tudo tão quieto.”)

Como curiosidade linguística, em galês o “y” pode ser acentuado, mas pra se ter uma ideia meu computador é uma máquina imperialista e quando tento escrever a palavra “casa” ela sai “tˆy”, com o acento separado da letra.

Sou um grande defensor de línguas e dialetos. Elas são parte essencial da história da humanidade e não deveriam sofrer as ondas de massificação ignorante que vivemos nos dias de hoje. Livros infantis como este podem vir a ser tão importantes quanto qualquer outro na manuntenção e desenvolvimento de uma linguagem, pois irá tornar a língua ativa para crianças que, sem materias como este, estariam limitadas ao inglês dominante, no caso galês – ou espanhol dominante, no caso da língua basca, galega ou catalã, além de inúmeros outros casos ao redor do mundo.

 

“O Balé da Chuva” – de Marilza Conceição

Este belíssimo livro da escritora paranaense Marilza Conceição é, na minha opinião, mais uma obra poética do que propriamente infantil. Quando escrevi “Tito, o gato”, desejei que a história também fizesse sentido para adultos, e talvez tenha visto no livro da Marilza a mesma intenção. Na história, uma mãe ajuda sua filha a perder o medo da chuva através de analogias entre, por exemplo, as gotas e o tocar de um teclado, o vento com um cantor, etc.

Claro que essa é uma explicação bastante simples; não tentarei reproduzir aqui a riqueza da prosa, que é elevada. Uma das razões que me fazem dizer ser o texto mais adulto do que infantil é, inclusive, o próprio modo como o português é utilizado, de forma muito mais complexa do que se espera de um livro infantil. Outra razão é que a história certamente tocará fundo em qualquer pai ou mãe, pois o ato de explicar algo para um filho, e como isso se torna um momento especial para todos, é precisamente refletida aqui.

Os desenhos, de Alessandra Tozi, são excelentes. Vi recentemente um curta-metragem que adaptou a história, mas apesar de alguns méritos do curta, prefiro a história no papel, sem sombra de dúvidas!

“Três gatas e a surpresa da tempestade” de Adriano Renzi

Irei ocasionalmente postar reviews de livros infantis que me agradaram. Começo com “Três gatas e a surpresa da tempestade”!

O texto, que é escrito em rimas, conta sobre três gatas que vivem na mesma casa mas que não costumam dividir as coisas – cada uma possui o seu próprio pote de comida, sua cama, etc. Mas durante uma tempestade surge uma nova moradora…

O foco principal da história é o compartilhamento, e o livro é excelente para tratar desse assunto com crianças. Gateiros obviamente irão reconhecer os diversos eventos que se passam.

Este livro, que foi produzido através do Catarse, possui desenhos incrivelmente bem-feitos. Os gatos que Adriano Renzi desenha são muito fofos; na verdade, temos um desenhista com muita técnica e emoção. Os felinos, os humanos, os cenários – tudo é de altíssimo nível. Fiquei bastante feliz em conseguir esta bela obra.