Derek Walcott – “White Egrets”

 “Be grateful that you wrote well in this place,

 let the torn poems sail from you like a flock

 of white egrets in a long last sigh of release”.

 Um bom, embora não excepcional, livro de poesias de Derek Walcott. De um lado, como todo grande poeta, Walcott possui uma linguagem muito particular, reconhecível nas primeiras linhas; com o seu cadenciamento natural apresenta-nos aqui principalmente a vida na ilha de Santa Lúcia, amores, velhice, a perda de amigos e suas viagens pela Europa. Se tudo é feito com enorme zelo linguístico e sinceridade, o ponto negativo é que, embora haja algumas poesias acima da média, não há uma sequer excepcional – e algumas estão a um passo de se tornarem indistiguíveis. Talvez possamos culpar o fato de ser um livro extenso, com 54 poemas, sendo alguns longos. Há alguns momentos mais interessantes quando a política é mencionada (principalmente em um dos poucos poemas com título, “A Sea-Change” – a grande maioria é referida apenas pelo número) e outros em que a sinceridade diante da morte ou da própria poesia apresentam ao leitor o enorme talento do poeta. Mas é de se admitir que, após tantas décadas de trabalho, não era de se esperar agora algo surpreendente, mas apenas uma confirmação do que já conhecemos –  e assim devemos permitir que o poeta acabe por tratar de seus fantasmas pessoais.

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